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Polifarmácia no idoso: quando os remédios viram um problema

ResumoPolifarmácia é o uso de vários medicamentos ao mesmo tempo — comum no idoso que acumula receitas de diferentes especialistas ao longo dos anos. O risco não é só "tomar muito remédio": é a interação entre eles, que pode causar quedas, confusão mental e mal-estar sem que ninguém perceba a causa. A Dra. Ana Laura Bersani (Geriatra, RQE 38440) revisa o conjunto completo de medicamentos em Franca, presencial, domiciliar ou por telemedicina.

O que é polifarmácia? É o uso simultâneo de vários medicamentos — geralmente cinco ou mais —, comum em quem tem várias doenças crônicas acompanhadas por especialistas diferentes, cada um cuidando da sua parte sem necessariamente ver o quadro completo.

Por que a polifarmácia é tão comum no idoso

Com o passar dos anos, é natural acumular diagnósticos: pressão alta, diabetes, colesterol, artrose, insônia. Cada condição costuma vir com sua própria receita, muitas vezes prescrita por médicos diferentes que não conversam entre si. O resultado é uma lista de remédios que, somada, ninguém revisou por inteiro — e é exatamente nessa soma que mora o risco.

Os riscos reais de tomar muitos remédios juntos

Sinais de que vale revisar os medicamentos

Como o geriatra revisa os remédios (desprescrição)

A desprescrição é o processo de revisar, com critério médico, quais medicamentos ainda fazem sentido, quais podem ter a dose ajustada e quais podem ser retirados com segurança — sempre de forma gradual e acompanhada, nunca por conta própria. Na consulta geriátrica, a Dra. Ana:

O que levar para a consulta

Perguntas frequentes

Quantos remédios definem polifarmácia? +

Não existe um número mágico, mas a literatura geriátrica costuma considerar cinco ou mais medicamentos simultâneos como sinal de alerta para revisão.

Posso simplesmente parar de tomar um remédio que acho desnecessário? +

Não. Suspender ou trocar medicação sem orientação médica pode ser perigoso, mesmo que a intenção seja boa. A desprescrição é sempre conduzida por um médico, de forma gradual e acompanhada.

A revisão de remédios pode ser feita por telemedicina? +

Sim. Boa parte da revisão de medicamentos pode ser feita por videochamada, com a lista de remédios em mãos — é um dos usos mais comuns da teleconsulta geriátrica.

Isso substitui o acompanhamento com os outros especialistas? +

Não. O geriatra não substitui o cardiologista ou o endocrinologista — ele integra o que cada um prescreveu, olhando o conjunto e a segurança geral do tratamento.

Referências